28 de out. de 2009

A fuga das partes baixas


Tenho o projeto de uma série de desenhos com temas absurdos, ainda sem título. São imagens que me assaltam repentinamente sem nehuma motivação ou lógica aparente. Semana passada me apareceu essa aí. Lembrei de repente daquele velho truque de mágica em que a pessoa é serrada ao meio e me ocorreu a questão: e se as partes baixas, uma vez separadas do resto do corpo, dessem no pé, proclamando sua liberdade em relação aos mandamentos da razão mais alta ? Vai saber...

22 de out. de 2009

ARQUIVO 3 - A musa da mutrópole


Resgatei mais essa do meu arquivo. O desenho é de 1996. Há 13 anos (note o papel já amarelado) eu estava na faculdade de comunicação com 22 ou 23 aninhos. Pensei nas conversas que tínhamos nos botecos, especialmente no Bar 620, a respeito de Juiz de Fora, e fiz esta mulher com cabeça de vaca.

Achávamos que a cidade era meio roça, meio metrópole. Ficávamos exasperados com o provincianismo e o conservadorismo que predominavam e ainda predominam na cultura local, apesar do tamanho da cidade e de sua vida econômica. O amigo Leo Ribeiro, que na época era estudante de arquitetura e hoje é cineasta de animação, inventou este termo, "mutrópole", fazendo uma fusão do mugido de uma vaca (mu) com o termo "metrópole".


Pensávamos em fazer o movimento "mutrópole", nos moldes do movimento "manguebeate" pernanbucano, refletindo de forma crítica a identidade de Juiz de Fora. A banda de pop rock Boa Pergunta chegou a compor uma música com letra do Leo Ribeiro, falando do tema. Fiz uns vídeos experimentais que fundiam imagens e personagens da roça com imagens do cotidiano da grande cidade.


O Leo fez a maquete de um prédio em forma de vaca para uma disciplina da faculdade. Neste edifício, as pessoas entrariam pela boca e sairiam pelo fiofó do bicho. Ao meio dia, um longo mugido avisaria aos cidadão sobre a hora do almoço, substituindo a extinta sirene do relógio do Parque Halfeld. Se não me engano, o professor do Leo esculhambou o projeto. Quanta incomprensão!


Imaginei que este meu desenho, a musa da "mutrópole", poderia ser publicado no fanzine BatMacunba, do hoje jornalista Fabiano Moreira, que se empolgou com a nossa idéia. Mas o movimento nunca saiu das mesas do Bar 620 e eu acabei desistindo de publicar o desenho, por pura insegurança e vergonha. Ficou a lembrança e a saudade de uma época em que nos indignávamos com a mesmice e queríamos, de alguma forma, ter atitudes provocativas.




19 de out. de 2009

O IMPERADOR DE PASÁRGADA


Meu livro agora está também disponível nas livrarias LEITURA (Av. Rio Branco, em frente ao Parque Halfeld) e LIBERDADE (Rua Santa Rita, quase esquina com a Rio Branco).


Só para lembrar, você pode encontrá-lo também nas livrarias TERCEIRA MARGEM (Galeria Pio X, segundo piso), PLANET MUSIC (Av. Indenpendência, quase esquina com a Rua Santo Antônio), PEDRO II (na "galeria dos sebos", próximo ao Parque Halfeld) ou no ESPAÇO MEZCLA (Rua Benjamin Constant, próximo ao MUSEU Murilo Mendes).

9 de out. de 2009

DE VOLTA AO LÁPIS DE COR 2


Há dias postei aqui uma caricatura da Hebe Camargo baseada numa foto que vi na revista Isto é. Na mesma foto, ao lado da Hebe, estava o Roberto Carlos. Fiz uma caricatura dele também, em separado. Aí está. Depois vou juntar os dois e incluir um fundo. Talvez isso vire uma série: Estas celebridades fantásticas e seus semblantes maravilhosos (paráfrase do título daquele filme: Estes homens maravilhosos e suas máquinas voadoras).

7 de out. de 2009

O PQUENO DITADOR 2

Passei duas semanas com alguns probleminhas pessoais e familiares, por isso abandonei um pouco o blog. Mas aí vai a segunda tirinha do Pequeno Ditador. Em breve (espero, rsrs) mais novidades.

25 de set. de 2009

O PEQUENO DITADOR 1


Esta semana os noticiários foram dominados pela crise política em Honduras. Pensando em produzir algo sobre o assunto, me lembrei de um personagem que criei quando eu ainda era adolescente (com 14 ou 15 anos): um ditador nanico, cujo bigode era quase maior que ele mesmo.


Isso foi em 1986 ou 1987. Era o fim da ditadura militar no Brasil e o personagem não passou desta primeira idéia, talvez por que já não fizesse sentido refletir sobre uma ditadura recém terminada. Mas observando o que se passa hoje em vários países da América Latina e outras partes do mundo, achei que o meu ditador nanico poderia ter algo a dizer. Acabei percebendo que o personagem poderia ser uma mistura de Hugo Chavez, Zelaya, Morales, Corrêa, Ahmadinejad, Kadafi, etc...


Criei ontem mesmo uma série de situações para o Pequeno Ditador, que pretendo publicar diariamente aqui, a patir de hoje. Aí está a primeira.




22 de set. de 2009

MIRAGENS, um primeiro exercício em desenho animado

Clique AQUI para ver o vídeo.



Fiz este desenho animado em 2006 e o exibi em algumas mostras de vídeo e cinema. Era uma tentativa de unir as duas linguagens com as quais tenho trabalhado: o audiovisual e o desenho. Deu tanto trabalho que até hoje não tive coragem de encarar até o fim outro projeto desses, embora tenha dois roteiros prontos e um filme com algumas cenas já animadas sem arte final.



Gosto muito da atmosfera surreal das situações do filme. Imaginei um escravo romano em fuga por um deserto, algumas décadas antes do nascimento de Cristo. No limite de suas forças, ele começa a ter alucinações. Os objetos de seu desejo evoluem dos instintos mais fundamentais até o nível da espritualidade. Primeiro a água, que mataria sua sede. Depois um porco assado, que mataria sua fome. Logo depois, a diversão e o sexo: um barril de vinho seguido de uma mulata nua, que samba para ele de maneira insinuante. Um piano, um automóvel, uma TV... objetos de consumo contemporâneos e estranhos a ele, o que o deixa confuso. Em seguida, uma impassível, solene e perversa santíssima trindade, que não se contem e cai na gargalhada, escarnecendo sobre o trágico destino humano. Enfim, o encontro consigo e a irônica constatação de que ele não passava de uma miragem de si mesmo.



Nos catálogos das mostras em que o filme foi exibido, havia um subtítulo que resume de forma bem direta a idéia: Do animal ao nada.



O arquivo enviado para o youtube está muito precário e a qualidade da imagem está muito aquém do original. Estou tentando uma outra forma de compressão que garanta um resultado melhor, mas meu pen drive queimou e estou sem internet em casa. Talvez demore um pouco... Se alguém tiver alguma dica de como melhorar a coisa, mande um comentário. Por increça que parível, sou novo neste negócio de postar arquivos de vídeo na net.

10 de set. de 2009

De volta ao lápis de cor


Estava sem inspiração no feriadão. Quando isso acontece, procuro uma revista qualquer e desenho algo inspirado em qualquer foto que me chame a atenção. Abri uma "ISTO É" e me surpreendi com uma foto da Hebe Camargo, com aquela sua contagiante e escandolosa risada. Taí a caricatura dela, que fiz logo em seguida.


Resolvi colorir com lápis de cor, para me afastar um pouco do photoshop. Putz !! Tinha me esquecido a trabalheira que isso dá. Mas a curtição na execução do trabalho também é iutra. Compensa o tempo gasto e o cansaço na munheca.

8 de set. de 2009

Mudança do nome do blog

Aviso aos amigos e visitantes que o blog passa a se chamar PENA JACA. É um trocadilho infame com a expressão "pé na jaca", usando a palavra "pena", que se refere a pena que era usada para escrever ou desenhar em outras épocas. Portanto, a partir do próximo dia 18 (sexta-feira da próxima semana) o endereço do blog passa a ser penajaca3.blogspot.com

Divulgação do livro O IMPERADOR DE PASÁRGADA

Lembro aos amigos e visitantes do blog que meu livro O IMPERADOR DE PASÁRGADA pode ser encontrado em Juiz de Fora nas livrarias PLANET MUSIC (na Av. Independência) , TERCEIRA MARGEM (2º piso da Galeria Pio X), PEDRO II (Av. Rio Branco, na galeria dos "sebos", quase em frente ao Parque Halfeld) e agora também no ESPAÇO MEZCLA (o bar do amigo Marcos Marinho, na Rua Benjamin Constant, ao lado MAMM). Ou diratamente comigo, pelo e-mail rogerioterrajr@ig.com.br