26 de mar de 2012

Tio Sam Chapeleiro Louco

Fiz este desenho para participar da edição 22 da revista IDEAFIXA, mas infelizmente ele ficou de fora. O tema desta edição é POSTER (ou cartaz), e a idéia original do meu desenho era fazer uma paródia do famoso cartaz de propaganda da Primeira Guerra Mundial, no qual o tradicional personagem do Tio Sam (símbolo do nacionalismo americano), aponta para o cidadão e intima: "I want you for the U.S. Army" (Eu quero você para o exército dos EUA). De repente reparei uma semelhança (seria coincidência ?) entre a figura do Tio Sam neste cartaz e a figura do Chapeleiro Louco, interpretado por Jonny Deep, no cartaz do filme Alice no País das Maravilhas, do Tim Burtom. Fiz então este Tio Sam com aparência do Chapeleiro Louco, tomando um chá de cogumelo. No lugar do dedo indicador, temos o dedo mindinho sutilmente levantado, apontando o observador. Dizem que existe uma associação entre as iniciais de Uncle Sam (Tio Sam) e a sigla dos EUA em inglês: U.S. (United States, sem o "of America). Assim, criei a frase: "I want you for the last crazy party in the Uncle Sam Apartment" (Eu quero você para a última festa louca no apartamento do Tio Sam), sendo que as iniciais de Uncle Sam Apartment formam a sigla USA (como em United State Army). Temos assim o cartaz de divulgação de uma festa, talvez a última, daquelas promovidas pelo Chapeleiro e a Lebre no país das Maravilhas, só que agora no reino de maravilhas do império americano.

3 de mar de 2012

Ilustrações para o CEAD

Acho que o ano está finalmente começando. Na última semana talvez eu tenha desenhado mais que em todo ano de 2011 (exagero !). 70 ilustrações em poucos dias, para um material didático impresso sobre enfermagem e saúde mental.

Mas foi uma prova de fogo para mim. Não imaginava que seria capaz de fazer tantos desenhos em tão pouco tempo, com um resultado satisfatório (pelo menos para meus critérios). De todos os desenhos, selecionei 2 para postar aqui. São desenhos em que eu tomei a liberdade de inserir uma certa dose de humor.

O primeiro é uma caricatura de Philipe Pinel, um dos médicos pioneiros na humanização do tratamento de doentes mentais, ainda no século XVIII. Achei tão simpática a descrição de seu trabalho, que resolvi colocar um pequeno coração pulsando em sua enorme cabeça: um traço de compaixão e afetividade em pleno auge da racionalidade do iluminismo francês.



O segundo é um desenho que reproduz a clássica imagem alegórica da justiça: uma mulher com venda nos olhos, a balança em uma das mãos e a espada na outra. Não resisti a tentação de fazê-la largar a espada e levantar a venda, para dar uma espiada no que se passa. Afinal, nossa justiça não é tão cega (ou imparcial), nem tão punitiva assim. Ia colocar um cérebro pesando em um dos pratos da balança, mas aí já seria punk demais (fica aqui registrada a ideia).