8 de dez de 2011

Rótulo do prêmio José Sette

O Festival de Cinema Primeiro Plano aconteceu semana passada aqui em JF. Todos os anos, desde 2006 (se não me engano), eu, Marquinho Pimentel, Leo Ribeiro, Alexei e outros eventuais colaboradores oferecemos um prêmio ao melhor vídeo regional, segundo nossa modesta avaliação. Batizamos o prêmio de Troféu José Sette, em homenagem ao nosso amigo e mestre querido, que morou e trabalhou por vários anos em JF, quando nos incentivou e inspirou na carreira do audiovisual.

O Troféu é sempre uma garrafa de cachaça, em referência a uma frase do próprio Zé, com a qual nos advertia: "O cinema é uma cachaça, só tem porta de entrada, não tem porta de saída." Eu e Leo nos revezamos em criar e ilustrar o rótulo da cachaça. Este ano me deram esta incumbência, e aí está: o rótulo do Troféu José Sette 2011.

10 de nov de 2011

Lucy in the sky with diamonds


Fiz este desenho ainda dentro do espírito do tema MY SONG, da revista IDEAFIXA. Mas o trabalho ficou pronto depois do prazo de seleção.A imagem é uma referência à música LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS, minha predileta do histórico disco Sg. Peppers, dos Beatles. Dizem que as iniciais das palavras do título fazem alusão à droga alucinógena LSD. Seja como for, a letra descreve um mundo de imagens lisérgicas e fala de uma "garota com olhos de caleidoscópio". Para quem já olhou um caleidoscópio, sabe o quanto ele se parece com um diamante, com suas diversas faces que funcionam como um espelho partido, esfacelando as imagens que nele se refletem. No desenho, esta garota em estado de êxtase, nua sobre um fundo azul celeste, flutua entre diamantes nos quais ela se vê refletida.

5 de nov de 2011

IDEAFIXA

Esta semana entrou no ar a nova edição da revista virtual IDEAFIXA (confira aqui), que tem um desenho meu selecionado para publicação. Com periodicidade trimestral, a IDEAFIXA foi a primeira revista digital brasileira dedicada às artes visuais (fotografia, design, ilustração, etc). É editada desde 2006 e tornou-se referência na área.
O tema desta nova edição é MY SONG, e artistas de diversos países produziram imagens inspiradas em músicas ou bandas de sua preferência. O meu trabalho é este desenho inspirado na música Vaca Profana, de Caetano Veloso.

Segue o desenho e o pequeno texto que escrevi para a publicação.



Na Índia, a vaca é um animal sagrado. No Brasil, a palavra “vaca” virou xingamento para mulheres despudoradas. Aquela que dá a luz e alimenta, também fica deliciosamente disponível no pasto... ou na cama. Nesta música, o feminino sagrado e o feminino profano estão misturados na figura desta “deusa de assombrosas tetas”, abençoando a todos com borrifadas de seu leite.

17 de out de 2011

Cabeleira etílica



Dias atrás eu estava conversando com um amigo na mesa de um bar. Havia na calçada uma árvore cuja copa, a partir do meu ângulo de visão, estava atrás e acima da cabeça dele, parecendo uma cabeleira esvoaçante ao vento. Daí a inspiração para este desenho.

Antes de desenhar, verifiquei no facebook que meu xará artista plástico, Rogério Baptista, tem um desenho com o mesmo tema, mas com um tom diferente. Isso me estimulou a fazer o desenho.

A cabeleira de árvores no desenho do Baptista lembra o estilo Black Power, uma pequena mata de árvores vigorosas com suas copas densas (confiram aqui)

Já meu desenho tem mais a ver com aquela frase da música Feitiço da Vila, onde Noel Rosa sugere que o samba "faz dançar os galhos do arvoredo". Galhos leves e flexíveis, dançando ao vento.

Lembrei assim das "repostas" musicais, inauguradas por Noel Rosa e Wilson Baptista, em que um fazia uma música comentando a música anterior do outro. Isso poderia ser uma prática mais comum também entre criadores de imagens.

Ao contrário da maioria das imagens do meu blog, esta aí foi totalmente feita com nanquin e aguada de acrílica, com mínimas correções no photoshop. Acho que tô evoluindo... rsrs

21 de set de 2011

Ilustração para o CEAD


Não tenho desenhado mais nada que não seja a animação A MULHER ALADA e as ilustrações para o CEAD, que nem sempre são "postáveis". Segue então este desenho feito em junho de 2010, para uma apostila sobre computação básica, direcionada a crianças e adolescentes. A imagem mostra fotos de computadores em diferentes épocas de sua evolução, utilizando a imagem clássica da linha evolutiva que deu origem ao Homo sapiens.

14 de set de 2011

Ilustrações para o CEAD

Enquanto não encontro tempo para finalizar os estúrdios desenhos saídos dos meus infernos e engavetados inconclusos no estúdio, seguem aqui dois dos diversos singelos e aplicados desenhos feitos para o Centro de Educação a Distância da UFJF. Um para o calendário virtual da instituição e outro para o curso de odontologia.



5 de set de 2011

ARQUIVO 7


Um desenho feito em 1995.

20 de ago de 2011

ARQUIVO 6 - Um pequeno desenho animado

Clique aqui para ver o vídeo.




Estou trabalhando na finalização de um novo desenho animado: A MULHER ALADA. É um projeto pessoal que iniciei em 2005 e com o qual eu trabalho esporadicamente, quando tenho tempo e disposição. Neste início de segundo semestre, estarei mergulhado nesta empreitada, pois pretendo concluir o filme até outubro, no máximo.

Enquanto isso, dou sequência à postagem de materiais de arquivo. Por falar em animação, hoje me lembrei de um pequeno desenho animado (de trinta segundos) que produzi nos idos de 1999 ou 2000 e finalizei em 2004. Comecei a desenhar um monstro qualquer, sem saber muito bem oque ele era. Quando concluí os primeiros desenhos, achei que ele tinha cara de bicho papão, embora eu nunca tenha vista a cara de um deles na infância.

Eu tinha umas fotos antigas da minha família, com bebês e anjinhos de procisão em trajes meio exóticos, que eu desejava utilizar num vídeo qualquer. Daí veio a idéia de transformá-los em vítimas do meu bicho papão, que come as criancinhas e, por obra e graça de alguma pertubação digestiva, vomita anjinhos.

Trabalhei o desenho todo a grafite, inserindo os recortes e colagens fotográficas, com trilha sonora do Adauto Vilela. A animação se chama A LENDA DO BICHO PAPÃO E AS CRIANÇAS INDIGESTAS (o título é quase maior que o filme. Bon apetit.

17 de ago de 2011

MIRAGENS, novamente

Eu havia retirado meu desenho animado MIRAGENS do youtube para providenciar um arquivo de melhor qualidade. Estou agora postando o vídeo novamente (clique AQUI para ver o vídeo).



Segue abaixo o comentário que acompanhava o post original.

MIRAGENS, um primeiro exercício em desenho animado

Fiz este desenho animado em 2006 e o exibi em algumas mostras de vídeo e cinema. Era uma tentativa de unir as duas linguagens com as quais tenho trabalhado: o audiovisual e o desenho. Deu tanto trabalho que até hoje não tive coragem de encarar até o fim outro projeto desses, embora tenha dois roteiros prontos e um filme com algumas cenas já animadas sem arte final.


Gosto muito da atmosfera surreal das situações do filme. Imaginei um escravo romano em fuga por um deserto, algumas décadas antes do nascimento de Cristo. No limite de suas forças, ele começa a ter alucinações. Os objetos de seu desejo evoluem dos instintos mais fundamentais até o nível da espritualidade. Primeiro a água, que mataria sua sede. Depois um porco assado, que mataria sua fome. Logo depois, a diversão e o sexo: um barril de vinho seguido de uma mulata nua, que samba para ele de maneira insinuante. Um piano, um automóvel, uma TV... objetos de consumo contemporâneos e estranhos a ele, o que o deixa confuso. Em seguida, uma impassível, solene e perversa santíssima trindade, que não se contem e cai na gargalhada, escarnecendo sobre o trágico destino humano. Enfim, o encontro consigo e a irônica constatação de que ele não passava de uma miragem de si mesmo.

Nos catálogos das mostras em que o filme foi exibido, havia um subtítulo que resume de forma bem direta a idéia: Do animal ao nada.

15 de ago de 2011

Frankstein Contemporâneo (uma imagem nefanda)


Depois de alguns meses ausente, volto a postar no blog. Muitas idéias e projetos acumulados no período. Pretendo colocar o trabalho em dia nas próximas semanas.

Terminei esta imagem semana passada e fiquei reticente em publicá-la. Na verdade, não estou ainda satisfeito com o resultado. É uma imagem que me causa uma angústia muito grande e comecei a avaliar se a insatisfação que sinto com o resultado não seria uma resistência minha ao seu conteúdo tóxico. Fiz e refiz este troço umas vinte vezes, com várias técnicas, materiais, opções de cenário, cor, elementos gráficos, etc... e isso foram três ou quatro meses. Mas chega uma hora em que é preciso colocar um ponto final. E aí está.

Trata-se de uma referência ao assassino das crianças no colégio de Realengo, tragédia ocorrida em abril deste ano, no Rio. A coisa me pareceu tão brutal e inexplicável, que fui obrigado a procurar uma imagem que me ajudasse a digerir e compreender esta loucura, que antes parecia exclusiva de psicopatas americanos e fanáticos orientais.

Acabei imaginando o assassino como uma espécie de Frankstein cibernético, cujo corpo seria construído de fragmentos do imaginário contemporâneo, absorvidos via tecnologias da comunicação (TV, internet, celular, etc). Ali temos fanatismo religioso, idealizações de pureza ascética, pornografia, banalização da violência, armamento indiscrinado, enfim, um caldeirão de ingredientes potencialmente explosivos. Só para lembrar, o monstro de Frankstein da história original foi construído por um cientista a partir de pedaços de diversos cadáveres costurados.

Busquei as fotos do assassino, divulgadas após sua morte, em que ele aparece na sala de sua casa apontando um revólver contra a própria cabeça e outros dois revólvers contra inimigos invisíveis a seu lado. No desenho, ele aponta sua arma para uma pequena e indefesa rosa, caída no chão.

27 de jan de 2011

Nova ilustração para o CEAD


Hoje fiz esta ilustração para um material do curso de física. É uma tradução da idéia que os gregos antigos tinham a respeito dos astros. Imaginavam uma "abóbada celeste", segurada pelo titã Atlas, onde estariam fixadas as estrelas. O sol e a lua ficariam soltos neste espaço.

7 de jan de 2011

Ilustrações para o CEAD / UFJF

Nos últimos sete meses tenho trabalhado no Centro de Educação à Distância (CEAD) da Universidade Federal de Juiz de Fora, ilustrando materiais didáticos, tanto impressos quanto digitais. Quero mostrar aqui algumas ilustrações cujo resultado me agradaram de maneira especial, talvez por terem permitido a execução de desenhos com um estilo próximo ao que tenho feito no meu trabalho pessoal.

As quatro caricaturas abaixo foram realizadas recentemente para uma apostila sobre Metodologia Científica. São cientistas e filósofos que contribuiram de alguma forma para o pensamento da ciência no século XX. Respectivamente: Jacob Bronowisk (matemático russo), Karl Popper (filósofo austríaco), Richard Feynman (físico norte-americano), Paul Feyerabend (filósofo austríaco).